Gérard Dubois

5 comentários:

as velas ardem ate ao fim disse...

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

um bjo e bom Ano

José Manuel Vilhena disse...

FASCINANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já há muito tempo que não ficava sem palavras.Não desgosto da sensação...

amatrizdossonhos@blog.spot.com disse...

Fuga de Bizâncio


Não queria nenhum lugar
viajava ao longo dos anos mais para longe
sem nada de muito claro
sem pedidos de socorro
implacável nessa forma de gentileza
tão própria a quem não ousa

José Tolentino Mendonça


é muito interessante, bjs!

moiroua disse...

E o Pai Natal não traz mais nenhum post? :)

Sél disse...

Acredito que nem todas as crianças ficariam contentes com esse presente do bom velhinho rsrs
Infelizmente.
Bela ilustração.